João Pessoa tem a segunda pior taxa de atendimento escolar para crianças de 4 e 5 anos no Brasil, aponta Iede
A capital paraibana registra a segunda pior taxa de atendimento para crianças de 4 e 5 anos entre as capitais brasileiras.

Um levantamento realizado pelo instituto Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede) aponta que João Pessoa enfrenta um cenário crítico na educação infantil. A capital paraibana registra a segunda pior taxa de atendimento para crianças de 4 e 5 anos entre as capitais brasileiras, ficando à frente apenas de Belém (PA).
O estudo revela um contraste evidente com outras cidades do país. Enquanto capitais como São Paulo, Vitória, Belo Horizonte e Curitiba já atingiram 100% de escolarização nesta faixa etária, João Pessoa ainda luta para absorver a demanda crescente em suas unidades municipais.
Diante desse deficit, o Ministério Público da Paraíba (MPPB) interveio recentemente para cobrar da administração municipal a matrícula imediata de 2.338 crianças. Este grupo aguarda por vagas distribuídas entre a educação infantil e o ensino fundamental.
A promotoria alerta que a falta de acesso à escola agrava os prejuízos educacionais, especialmente para crianças em fase de alfabetização e aquelas em situação de vulnerabilidade social. Embora a matrícula em creches (0 a 3 anos) não seja obrigatória por lei, o atendimento aos 4 e 5 anos é um dever constitucional do Estado e um direito da criança.
Sobre o levantamento
O estudo do Iede contou com a parceria das fundações Bracell, Itaú, Van Leer e VélezReyes+, além do apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Os dados reforçam a necessidade de políticas públicas urgentes para zerar a fila de espera na capital e garantir o desenvolvimento cognitivo e social dos alunos paraibanos desde os primeiros anos
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