Trump é retirado de jantar de gala após homem abrir fogo
Um homem abriu fogo, na noite de sábado (25), no salão onde ocorria o jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca. Donald Trump, Melania e JD Vance foram retirados e o suspeito, que tinha uma espingarda, uma pistola e várias facas, foi detido.

Donald Trump, Melania Trump e JD Vance foram retirados, na noite desta sexta-feira, do salão onde acontecia o jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca após um homem abrir fogo no local.
O presidente dos Estados Unidos, o vice-presidente, a primeira-dama e outros membros do governo foram levados pelo Serviço Secreto, sem ferimentos, depois que um homem — já detido — efetuou vários disparos.
Agentes do Serviço Secreto e de outras forças de segurança entraram correndo no salão onde acontecia o evento, gritando para que as centenas de convidados se escondessem debaixo das mesas.
Algumas pessoas relataram ter ouvido entre cinco e oito tiros do lado de fora.
O salão, onde centenas de jornalistas, celebridades e líderes nacionais — incluindo o secretário de Defesa, Pete Hegseth, e o secretário de Estado, Marco Rubio — aguardavam o discurso de Trump, foi imediatamente evacuado.
Membros da Guarda Nacional dos EUA se posicionaram dentro do hotel enquanto as pessoas eram autorizadas a sair, mas não a retornar. A segurança também foi reforçada do lado de fora, com helicópteros sobrevoando o prédio.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou o trabalho das forças de segurança, que o retiraram do jantar, e destacou que um suspeito foi detido.
"Que noite em Washington. O Serviço Secreto e as forças de segurança fizeram um trabalho tremendo. Agiram com rapidez e coragem", escreveu o republicano na noite de sábado, na rede social Truth Social.
"O atirador foi detido e eu disse que 'o espetáculo deve continuar', mas deixamos a decisão totalmente nas mãos das forças de segurança. Elas tomarão uma decisão em breve", acrescentou Trump.
"A primeira-dama [Melania Trump], assim como o vice-presidente [JD Vance] e todos os membros do governo, estão perfeitamente bem", completou.
Donald e Melania Trump estão "em segurança, assim como todos sob proteção", confirmou o Serviço Secreto dos EUA, acrescentando que uma pessoa foi detida.
A agência informou que o suspeito foi colocado sob custódia após um suposto tiroteio próximo a um posto de segurança perto do jantar que contava com a presença do chefe de Estado.
Durante o incidente, um agente de segurança que usava colete à prova de balas foi atingido por um disparo, mas o Serviço Secreto afirmou que ele deve se recuperar sem sequelas.
Em comunicado, a agência acrescentou que está investigando o caso em conjunto com a Polícia Metropolitana de Washington.
A polícia de Washington, que atuou em coordenação com forças federais, confirmou nas redes sociais que há um detido, que teria agido sozinho.
"Duas armas de fogo e várias facas foram apreendidas", informou a polícia, acrescentando que um agente ficou ferido, mas não corre risco de vida.
O presidente da Associação de Correspondentes da Casa Branca afirmou que todos estão em segurança após o incidente e que o jantar anual — que reúne centenas de jornalistas, executivos de mídia, políticos e empresários — será remarcado.
"Vamos realizar novamente", disse Jiang Weijia. Pouco depois, funcionários começaram a desmontar as mesas e o púlpito presidencial no salão.
"Potencial assassino"
Segundo Trump, o suspeito detido após o tiroteio era um "potencial assassino", que estava armado.
"Não é a primeira vez nos últimos anos que nossa República é atacada por um potencial assassino que pretendia matar", disse o republicano, no sábado, durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca.
Cerca de duas horas após o incidente, Trump afirmou que o homem estava com várias armas quando foi detido pelo Serviço Secreto do lado de fora do jantar.
O chefe interino da polícia de Washington, Jeffery Carroll, disse que o suspeito provavelmente era hóspede do hotel e que o alvo ainda é desconhecido.
O republicano descreveu o atirador, residente no estado da Califórnia, como "um louco" e "uma pessoa com sérios problemas", afirmando que ele agiu sozinho e chamando-o de "lobo solitário".
Na mesma coletiva, a prefeita de Washington, Muriel Bowser, também afirmou que o suspeito teria agido sozinho.
"Não temos motivos para acreditar, neste momento, que haja outras pessoas envolvidas", disse. "Não parece haver qualquer risco para o público neste momento."
A procuradora-geral dos Estados Unidos, Jeanine Pirro, informou que o suspeito foi acusado de porte ilegal de armas e agressão.
Donald Trump destacou que o atirador "estava muito longe" do salão onde acontecia o jantar. "Não havia a menor chance de ele entrar no salão. O local estava isolado", acrescentou.
Apesar de elogiar as medidas de segurança como "muito eficazes", o presidente afirmou que o Hotel Washington Hilton não é "um prédio particularmente seguro".
Foi em frente a esse hotel que o ex-presidente Ronald Reagan foi baleado e ferido em 1981, durante uma tentativa de assassinato.
Antes da coletiva, Trump publicou na Truth Social um vídeo e imagens que mostram o suspeito correndo em direção a uma barreira de segurança enquanto agentes do Serviço Secreto corriam atrás dele.
Segundo a promotoria de Washington, o suspeito deve comparecer ao tribunal na segunda-feira.
Em coletiva no sábado, Jeanine Pirro disse que o homem enfrentará duas acusações: uso de arma de fogo durante um crime violento e agressão a um agente federal com arma perigosa.
O suspeito ainda não foi formalmente identificado, mas dois agentes disseram à agência Associated Press que se trata de Cole Tomas Allen, de 31 anos, morador de Torrance, na Califórnia.
O chefe interino da polícia afirmou que o suspeito carregava "um rifle, uma pistola e várias facas" quando tentou passar por um controle de segurança no saguão do hotel.
Desde que voltou ao poder, o presidente tem atacado a imprensa, tanto com críticas quanto com ações judiciais, enquanto cresce a influência de seus aliados sobre os meios de comunicação.
Um exemplo foi a aquisição da Warner Bros. Discovery pela concorrente Paramount Skydance, controlada pela família Ellison, apoiadora do republicano.
Trump, ao contrário de todos os seus antecessores desde a década de 1920, sempre boicotou o evento enquanto presidente.
O jantar, que reúne centenas de jornalistas e executivos de mídia, além de convidados do meio político e econômico, acontece anualmente no fim de abril e arrecada fundos para bolsas de estudo e prêmios.
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