Aliados de fachada, lealdade descartável e o velho jogo do oportunismo
Editorial – Folhas do Araçá
Nos últimos dias, o Folhas do Araçá tem acompanhado, com atenção e senso crítico, o movimento de insatisfação de alguns chamados “aliados” da prefeita de Mari, Lucinha da Saúde, após decisões administrativas legítimas e remanejamentos necessários dentro da gestão municipal.
Toda mudança administrativa gera reações. Algumas positivas, outras nem tanto. Isso é natural. O que não é aceitável é o discurso vitimista de quem parece acreditar que cargo de confiança ou contrato temporário é direito adquirido. Não é. Nunca foi. Não se trata de concurso público, nem de estabilidade. Trata-se de confiança — e confiança pode ser revista a qualquer momento.
O problema se agrava quando a insatisfação deixa de ser tratada com maturidade política e passa a ser canalizada pelos piores caminhos. Informações que chegaram a este editorial apontam que alguns desses “aliados” preferiram bater à porta do principal opositor da prefeita, buscando colo político e abrigo para frustrações pessoais.
Falamos do mesmo opositor que tenta se sustentar publicamente por meio de ataques vazios, uso irresponsável das redes sociais e da instrumentalização de pessoas sem histórico algum na comunicação mariense, numa tentativa clara de criar uma oposição barulhenta, artificial e sem projeto para Mari.
Diante disso, a pergunta se impõe — e precisa ser registrada:
até quando a prefeita continuará cercada por aliados que não suportam decisões, mas usufruem da gestão?
Já é público e notório que existem aliados de vereadores que ocupam espaços, indicam nomes e se beneficiam da administração municipal, mas adotam um discurso dúbio, atacando a própria gestão em redes sociais, como se fosse possível agradar governo e oposição ao mesmo tempo. Essa prática não é crítica construtiva. É oportunismo político.
Quem não aceita decisões administrativas, quem transforma interesses pessoais em intrigas de bastidor, quem conspira enquanto finge lealdade, não pode ser tratado como aliado. É apenas alguém de passagem, movido por conveniência e não por compromisso com a cidade.
Mari precisa de críticas responsáveis, fiscalização séria e debate político qualificado. O que não precisa — e já passou da hora de abandonar — são alianças frágeis, discursos falsos e personagens que só permanecem ao lado do poder enquanto dele se beneficiam.
Lealdade política não se prova em palavras, mas em atitudes. E Mari já viu esse filme vezes demais.

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