Pressão nas redes sociais por fim da escala 6×1 chega a senadores
Conforme antecipou o R7 Planalto, Cleitinho recuou com a assinatura de PEC proposta por Rogério Marinho

Depois de assombrar deputados, a mobilização nas redes sociais pelo avanço do fim da escala 6×1 no Senado já começa a provocar desgaste entre senadores. Parlamentares relatam incômodo com a enxurrada de críticas recebidas online, sobretudo aqueles que disputarão a reeleição ao Senado ou pretendem concorrer aos governos estaduais em 2026. O primeiro reflexo concreto da pressão foi a retirada da assinatura do senador Cleitinho da PEC da oposição, como mostrou o R7 Planalto.
Na Câmara, embora negassem publicamente, os deputados reclamavam nos bastidores da “militância” que cobrava posicionamentos na internet e criticava “regalias” recebidas pelos políticos que eram contra o fim da jornada de seis dias trabalhados.
No Senado, o primeiro movimento da oposição foi com o senador Rogério Marinho (PL-RN) que protocolou uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) para permitir opção de jornada de trabalho. A proposta do parlamentar seria voltar com a máxima defendida pelo bolsonarismo: a de uma negociação com o próprio patrão.
Na PEC é previsto que os trabalhadores possam escolher entre o regime CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) ou um regime flexível baseado em horas trabalhadas.
Sem pressa
Assim como Cleitinho, outros senadores que assinaram a PEC de Rogério Marinho têm reclamado das críticas que estão recebendo. O próprio presidente do Senado, Davi Alcolumbre, reclamou, em sessão na última terça-feira (2), da pressão para que o Senado acelere a tramitação da 6×1 e mencionou as redes sociais.
“Não é razoável que a Câmara passe cinco meses debatendo um assunto muito relevante para o Brasil, e o Senado seja obrigado a carimbar um texto aprovado na Câmara. Não pode rede social, um ou outro ator, cobrar do Senado que a matéria chegue de manhã e que a gente vote de tarde”, disse.
R7
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