Câmara de Mari abre 2026 com modernização… e fogo amigo na base

Foto: Reprodução


A primeira sessão ordinária de 2026 da Câmara Municipal de Mari, realizada no último dia 25 de fevereiro, começou com novidades estruturais e terminou com fortes ruídos políticos.

Sob a presidência de Dja Moura, a Casa apresentou investimentos que prometem modernizar o trabalho legislativo: implantação de painel eletrônico para votação, criação do “cantinho do café” e a reserva de momento na tribuna para participação do público presente. Medidas simbólicas e práticas que sinalizam organização e tentativa de aproximar o Legislativo da população.

Mas, se a estrutura melhorou, o clima político azedou.

O que mais chamou atenção não foram os equipamentos novos, mas o discurso dos vereadores que se dizem da base da prefeita Lucinha da Saúde. Em vez de defesa firme diante das críticas da oposição, o que se viu foram reclamações, insatisfações e silêncio estratégico. Nenhuma defesa enfática. Nenhum contraponto contundente. Apenas queixas.

E aí fica a pergunta que ecoou nos bastidores:
A prefeita não está atendendo os pleitos desses vereadores?
Ou parte deles já não demonstra tanto interesse em defender a gestão por enxergar novos arranjos políticos no horizonte?

Nos corredores, comenta-se sobre dependências políticas, possíveis apoios cruzados e movimentações para 2026 que podem colocar aliados em palanques opostos ao da chefe do Executivo. Se isso se confirmar, o distanciamento visto na tribuna pode ser apenas o começo.

O ano mal começou e o cenário não é animador para o Executivo municipal. Pelo que se ouve, o diálogo é escasso, os acordos frágeis e a relação entre Prefeitura e base parece cada vez mais desgastada. A oposição veio organizada e combativa. Já a base, ao menos nesta primeira sessão, soou mais crítica do que defensora.

Se a gestão de Lucinha da Saúde pretendia fazer de 2026 um ano de reconstrução política, a largada foi turbulenta. E, no ritmo em que as coisas caminham, os chamados aliados podem acabar sendo mais duros que os adversários declarados.

Na política, às vezes o problema não é a oposição.
É o fogo amigo.

Redação

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