Mari 2026: quem tem voto manda. Quem não tem, inventa discurso.
Em ano de eleição estadual, tem muita liderança de WhatsApp surgindo em Mari. Mas urna não vota com curtida — vota com estrutura, grupo e comando.
E se a gente olhar para 2022, o recado foi cristalino.
O deputado federal mais votado na cidade foi Wellington Roberto, com 2.678 votos. Por trás da votação, estava o então prefeito Antônio Gomes. Pode até incomodar muita gente, mas ele mostrou que sabe organizar tropa e entregar número.
No estadual, Wilson Filho fez 2.180 votos. Coincidência? Não. É grupo político funcionando.
Enquanto isso, Murilo Galdino apareceu com 1.818 votos, apoiado por Karina Melo e Sérgio Melo. Boa votação? Sim. Liderança maior? Ainda não.
Aguinaldo Ribeiro fez 1.612 votos com o apoio do ex-prefeito Marcos Martins, que também conseguiu projetar João Paulo Segundo como segundo mais votado para estadual na cidade.
Já Mersinho Lucena teve 1.251 votos com o apoio da vereadora Valeska e de Jobson — um grupo que não faz alarde, mas sempre entrega votação consistente.
No estadual, ainda figuraram Cida Ramos, Anísio Maia e Danielle do Vale, todos mostrando que Mari não concentra voto em um único palanque.
Mas vamos ao ponto.
2026 não é sobre amizade. É sobre força.
Agora todo mundo quer ser “a maior liderança da cidade”.
Tem ex-prefeito querendo provar que ainda manda.
Tem ex-prefeito querendo voltar ao jogo grande.
Tem vereadora que sempre teve liberdade para escolher seus deputados.
Tem liderança comunitária se articulando nos bastidores.
E tem a prefeita Lucinha da Saúde, que precisa provar que sua força não é apenas administrativa — é eleitoral.Porque uma coisa é ganhar eleição municipal com máquina, grupo fechado e circunstância favorável.
Outra coisa é transferir voto para deputado.
E aí o jogo muda.
Outubro vai separar quem lidera de quem ilude
A eleição de 2026 vai ser o verdadeiro teste de popularidade política em Mari.
Quem der mais votos para federal e estadual sobe no pódio e sai forte para 2028.
Quem prometer muito e entregar pouco vai ter que explicar.Não adianta reunião cheia, foto bonita e discurso inflamado.
Urna não se impressiona com bajulação.
Urna conta voto.E voto, em Mari, sempre teve dono.
A pergunta é simples — e incômoda:
Antônio Gomes ainda é o maior líder eleitoral da cidade?
Marcos Martins vai retomar protagonismo?
Lucinha da Saúde vai surpreender e assumir o topo?
Ou alguém vai aparecer para quebrar essa polarização?Outubro não aceita narrativa.
Aceita número.E número, quando sai, não tem maquiagem.
— Paulo Sérgio
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