Operação Perfídus: Ministério Público da Paraíba denuncia mais quatro investigados

 

Gaeco solicita ressarcimento mínimo de R$ 1 milhão por danos morais coletivos e o bloqueio de bens dos envolvidos.

Foto: Reprodução


O Ministério Público da Paraíba (MPPB) apresentou, nesta segunda-feira (3), uma nova denúncia no âmbito da Operação Perfídus perante o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB). A manifestação do órgão inclui quatro novos suspeitos de integrarem o esquema criminoso investigado. Todos os alvos citados nesta fase já cumprem prisão preventiva nos municípios de João Pessoa e Patos, no Sertão paraibano.

Segundo a acusação formulada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco-PB), foram incluídos no processo:

  • José Alexandrino de Lira Júnior (conhecido pelos apelidos “Júnior Lira”, “JL” ou “Professor”);

  • João Wicttor Alves de Lima (vulgo “Vitor”);

  • Brendo Roberth Fernandes Sobral (vulgo “Breno”);

  • Paulo Ricardo Barbosa de Souza (vulgo “Galinha”).

Além da responsabilização penal individualizada para cada investigado, o MPPB requereu o pagamento mínimo de R$ 1 milhão por danos morais coletivos, bem como o confisco de bens e o bloqueio dos ativos financeiros mantidos pelos denunciados.

Histórico da apuração e primeira denúncia

A Operação Perfídus apura o envolvimento de agentes públicos e civis em práticas criminosas associadas ao tráfico de drogas e desvios operacionais. Na primeira fase das denúncias, o Ministério Público responsabilizou o delegado Braz Morroni e os policiais civis Everton Aires (“Bomba”) e Eduardo Jorge (“Mão Branca”).

Naquela ocasião, os servidores da segurança pública foram denunciados pelos crimes de furto qualificado, abuso de autoridade, falsificação de documento público e fraude processual majorada. O órgão ministerial também solicitou a perda dos cargos públicos dos agentes envolvidos e o pagamento de R$ 1 milhão a título de reparação coletiva.

Redação/Pop Noticias

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