Milanez Neto cobra posicionamento do prefeito de João Pessoa após operação da Polícia Federal

 

Líder da oposição na CMJP pede afastamento de suspeitos e defende transparência na gestão municipal após medida judicial contra secretário.

Foto: CMJP

O líder da oposição na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), vereador Milanez Neto (MDB), cobrou uma postura mais enérgica da gestão municipal diante dos desdobramentos da Operação Zona de Influência, deflagrada pela Polícia Federal. A manifestação ocorreu no plenário da Casa Napoleão Laureano nesta terça-feira (29), em repercussão às medidas cautelares impostas pela Justiça Eleitoral contra auxiliares da administração da Capital.

O parlamentar citou episódios recentes de apurações policiais em pastas do município e manifestou preocupação com os reflexos de investigações dessa natureza sobre a lisura do processo eleitoral.


“A gente já está acompanhando os desdobramentos desses processos há um bom tempo. Hoje, infelizmente, tem um novo mandado de afastamento de secretário municipal. Já teve nessa mesma gestão, há pouco tempo, do chefe de Gabinete. O que a gente espera é que o processo não seja contaminado. Espero uma política cada vez mais transparente e limpa”, destacou.

Durante o pronunciamento, Milanez disse que não atribui responsabilidade direta à figura do prefeito, contudo defendeu a adoção imediata de providências internas para resguardar a integridade das instituições públicas municipais.

“Eu não acredito no envolvimento do CPF do prefeito. Mas o prefeito precisa ter a firmeza necessária para fazer essa limpa, para que a Prefeitura Municipal tenha a cara dele, não a cara da gestão anterior”, pontuou.

A declaração ocorre após o afastamento cautelar do secretário do Procon de João Pessoa, Júnior Pires, determinado no âmbito da ação policial. De acordo com a Polícia Federal, as apurações buscam identificar a suposta negociação de apoio político-eleitoral entre agentes públicos e integrantes de facção criminosa que exerce controle territorial sobre comunidades da Capital.

As investigações apontam que a ingerência de grupos criminosos envolveria o direcionamento de votos, tratativas sobre cessão de cargos e custeio de despesas em centros comunitários em troca de acesso exclusivo a áreas de campanha. Durante as diligências, os agentes federais apreenderam R$ 220 mil em espécie.

Em nota enviada à imprensa, a defesa de Júnior Pires rechaçou veementemente as acusações, sustentando que o gestor não possui qualquer ligação com organizações criminosas e que provará a regularidade de sua conduta no decorrer da instrução processual.


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