Casal suspeito de matar recém-nascido em Patos é transferido para presídios de segurança máxima em João Pessoa
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| Foto: Reprodução |
O casal de 19 anos investigado pelo assassinato do próprio filho, um bebê de apenas 23 dias de vida, foi transferido de Patos para unidades prisionais de segurança máxima localizadas na capital paraibana. A transferência, efetuada pela Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap), ocorreu logo após a Justiça converter as prisões em flagrante em preventivas durante audiência de custódia.
O homem foi encaminhado para a Penitenciária Doutor Romeu Gonçalves de Abrantes (PB1), enquanto a mulher foi recolhida à Penitenciária Feminina Júlia Maranhão, ficando ambos mantidos em celas de isolamento enquanto respondem por homicídio qualificado e omissão.
Enquanto a tramitação judicial avança, o corpo do recém-nascido foi sepultado na tarde desta sexta-feira no cemitério do município de Malta, no Sertão paraibano. Paralelamente, os laudos emitidos pelo Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) trouxeram detalhes sobre a violência do crime, revelando que a criança foi atingida por 24 golpes de faca. O exame necroscópico apontou ainda que o bebê não faleceu de forma instantânea, passando por um período de agonia antes de vir a óbito na residência da família, onde foi achado por socorristas e policiais militares na manhã de quarta-feira.
A análise pericial minuciosa indicou que 13 perfurações atingiram a região posterior do corpo do bebê, concentrando-se nas costas e nos braços, enquanto outras 11 lesões foram identificadas na parte frontal, afetando o rosto, o abdômen e o tórax, com uma das estocadas chegando a perfurar diretamente o coração da vítima.
Na esfera policial, o caso é marcado por versões contraditórias. Em depoimentos prestados na Central de Polícia Civil, pai e mãe negaram o planejamento do crime e acusaram um ao outro pela autoria dos golpes. O delegado responsável pelo inquérito trabalha com a hipótese de execução individual por parte da mãe ou de atuação conjunta com participação ativa e consciente do pai.
A investigação também tenta esclarecer contradições trazidas pela investigada, que chegou a afirmar aos agentes ter filmado a agressão com o telefone celular. Uma checagem preliminar no aparelho apreendido não localizou arquivos de vídeo do crime, o que levou a Polícia Civil a encaminhar o dispositivo para perícia computacional aprofundada. O casal estava em processo de separação conjugal e a mulher havia retornado à casa apenas para recolher pertences pessoais e mobília.
A comoção provocada pela tragédia resultou em um ato de descontrole popular na madrugada de quinta-feira, quando moradores locais invadiram a residência, retiraram móveis e roupas da família e atearam fogo nos objetos na via pública. A Polícia Civil abriu um procedimento para apurar o arrombamento e ressaltou que a ação popular não prejudicou o trabalho investigativo, visto que a perícia de campo e a coleta de vestígios já haviam sido concluídas no local.
Redação/Pop Noticias

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