Meta diz que conta de Lula foi desativada por engano e nega interferência nas eleições

A Meta, responsável por redes como o Facebook e o Whatsapp, afirmou que a conta de anúncios da campanha do presidente e candidato à reeleição Lula (PT), no dia 23 de setembro, foi “desativada por engano por pouco mais de 1 hora, e não por razões políticas” e negou interferência nas eleições 2026.
Segundo a empresa, eles não tomam partido nessa nem em nenhuma outra eleição, e que seriam “falsas e infundadas” as alegações de que a plataforma favorece ou interfere em nome de qualquer candidato ou grupo político. “Nossos sistemas não classificam nem distribuem conteúdo com base em ideologia política, e nossas regras e sua aplicação valem igualmente para todos”, escreveu a empresa.
A nota foi divulgada um dia depois da reunião entre representantes da Meta e a cúpula do TSE para tratar do tema. A empresa diz ter apresentado informações que justicam os episódios identificados em meio a eleição.
“Apresentamos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma defesa detalhada e respaldada por dados técnicos em resposta à reclamação da campanha de Lula.”Nota da Meta
Segundo a Meta, a conta de anúncios da campanha de Lula teria sido desativada após um anúncio ter sido classificado como uma possível tentativa de se passar por um programa social do governo durante uma análise mais ampla de combate a fraudes. A página oficial da campanha de Lula no Facebook e sua conta no Instagram nunca foram bloqueadas.
Campanha de Lula reage
Na quarta-feira (14) a campanha do presidente Lula reagiu à recusa da inteligência artificial da Meta em gerar uma imagem eleitoral do petista, enquanto atendeu a um pedido semelhante envolvendo Flávio Bolsonaro (PL).
Integrante da campanha e do grupo Prerrogativas, o advogado Marco Aurélio Carvalho acusou as big techs de interferirem na disputa eleitoral e afirmou que o grupo não aceitará o que considera um tratamento desigual entre os candidatos.
A inteligência artificial da Meta, disponível no WhatsApp, recusou um pedido para criar uma bandeira verde e amarela com o nome de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o número 13, mas gerou uma imagem semelhante com o nome de Flávio Bolsonaro (PL) e o número 22. A diferença foi identificada em um teste realizado pela Jovem Pan nesta quarta-feira.
Em áudios enviados à Jovem Pan, Marco Aurélio Carvalho afirmou que as eleições devem ser decididas pelo voto e criticou o comportamento da ferramenta da Meta. “Vamos tomar providências jurídicas. Numa democracia de dimensões continentais, como é a democracia brasileira, você tem que ganhar ou perder no voto”, declarou.
Meta responde à campanha
Na quarta-feira também, a Meta respodneu que proibiu temporariamente a recomendação de candidatos e a geração de imagens deles por inteligência artificial, em “cumprimento às regras eleitorais brasileiras”.
O integrante da campanha acusou as plataformas de agir de maneira desleal na disputa. “Eles estão jogando sujo, jogando pesado, e quem tinha dúvidas agora pode comprovar por conta própria”, disse. Carvalho acrescentou que a campanha pretende enfrentar o que chamou de atuação das big techs contra Lula: “Nós vamos ganhar contra o sistema, contra as big techs, contra o ódio, contra a intolerância, contra o crime organizado, contra o conluio nos tribunais”.
Em nota, a gigante da tecnologia afirmou que também adotou medidas para impedir a criação de imagens quando os comandos utilizam apenas o primeiro nome dos candidatos e seus respectivos números nas urnas.
Nota da Meta
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